+CONSCIÊNCIA - Em Plena Copa do Mundo, e o Racismo em Alta nos Campos...

June 13, 2014

Estamos recebendo a Copa do Mundo no Brasil, e não poderíamos deixar de falar sobre o futebol. No entanto, hoje, queremos refletir sobre um assunto que não é novidade, mas é pouquíssimo abordado: o racismo no futebol.

Recentemente, acompanhamos diversas manifestações racistas contra jogadores brasileiros aqui no país e, também, no exterior. A última grande mobilização midiática mundial foi o caso do jogador André Alves, que comeu uma banana atirada por um torcedor, durante o jogo entre Barcelona e Villarreal, na Espanha. O ato iniciou a campanha polêmica #SomosTodosMacacos, que foi viralizada nas redes sociais. Por outro lado, representantes do Movimento Negro Brasileiro não concordaram com a campanha, pois o slogan reforçaria um estereótipo, há muito tempo combatido.

O historiador Joel Rufino, pesquisador sobre os direitos da população negra, em entrevista ao Brasil de Fato (link abaixo), avaliou a manifestação do jogador Daniel Alves como legítima e antirracista. “Pode ser um plano de marketing, mas, até que provem o contrário, foi um gesto espontâneo e antirracista. A banana, que é símbolo do macaco, portanto, é um símbolo racista. Foi comida por ele, e aquilo vai se transformar em merda. Tudo o que você come se transforma em merda. Eu achei muito bonito, eu gostei disso. Acho que foi um anti-gesto, um anit-símbolo. Comeu a ofensa e transformou-a em merda”, enfatizou Rufino.

Mas não é de hoje que casos de racismo aparecem em campo. Desde o início do esporte no Brasil, jogadores negros são vítimas da discriminação racial. Afinal, o futebol era “coisa de branco” e foi introduzido no país pelos ingleses. No livro “O negro no futebol brasileiro”, publicado em 1947, o autor Mario Filho faz uma análise sobre a introdução de negros no futebol, e destaca diversas situações racistas nos clubes brasileiros.

Aqui no Brasil está tramitando, na Câmara dos Deputados, um Projeto de Lei (PL) que prevê a proibição da entrada em estádios, por cinco anos, de torcedores responsáveis por ato racista. A proposta está sendo analisada pela Comissão de Direitos Humanos da Casa e ainda precisa ser votada pelos plenários da Câmara e Senado. Assim, seguirá para sanção da Presidência da República. A previsão que tudo aconteça ainda este ano.

Será mais um grande passo para a luta contra o racismo. Vamos acompanhar!

 

Fiquem ligados no + Consciência e no telão do Baile Black Bom!

 

 

Texto: Luana Dias e Fabiana Cecy


Referências:
Geledés - http://arquivo.geledes.org.br/racismo-preconceito/racismo-no-brasil/23754-racismo-no-futebol-brasileiro-tem-raizes-historicas
Brasil de Fato - http://www.brasildefato.com.br/node/28780 [entrevista com historiador Joel Rufino]

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